Ando em meio as pessoas na rua, sempre com um cigarro na mão, a fumaça esconde a minha alma quebrada, me faz sentir menos vazia, menos solitária. Eu estou sozinha, eu sou sozinha, sempre; mas a nicotina me acompanha; e a fumaça sobre pelo ar como uma lagrima cósmica. Cigarros são as poesias que eu não consigo falar, que as palavras não podem descrever, cigarros são poesias pra quem só queria não estar aqui.
Minha cabeça é como uma tempestade no mar a noite, numa noite sem lua, mas sei que tudo isso vai passar, sempre passa, e o bom das tempestades é que elas tem fim, e eu não vou naufragar, quando a tempestade acalmar e acabar, o sol da manhã vai brilhar.
Sei que estou morrendo quando eu fumo, mas também estou morrendo quando eu amo, e pelo menos os cigarros não quebram meu coração, e isso é uma escolha, um dia se eu me arrepender de estar fumando ainda vai ser menos que me arrepender de amar algumas pessoas.
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