''MINHA POESIA VEM DA DOR,
PORQUE VIVER É MORRER DE AMOR.''
Minha cabeça, antes tomada por uma tempestade de angústia, se acalmava aos poucos, como o mar após um temporal. As ondas de desespero se acalmavam, abrindo espaço para um fio tênue de esperança. O ar, antes denso e carregado de negatividade, se tornava mais leve, permitindo que a respiração voltasse a fluir livremente. A escuridão que me envolvia começou a se dissipar, revelando um farol no horizonte, um farol de luz que me guiava de volta ao meu caminho.
A tempestade ainda persistia, mas já não era tão violenta. As águas se acalmavam, e embora a terra ainda estivesse distante, eu navegava em direção ao farol, confiante de que dias melhores me aguardavam. A dor, embora intensa, me ensinava a ser mais forte, a ser resiliente. Ela me moldava, me transformava.
"Frio na alma, frio na praça, mas uma hora tudo passa, essa tristeza me consome, doí tanto ouvir seu nome, o cigarro entre os dedos e o coração só tem veneno, fugindo de si mesmo, mas o mundo é tão pequeno."
Transformarei essa dor em arte, mergulhando em suas raízes e deixando que ela floresça em formas criativas. A tristeza, que muitos tentam esconder, é a força motriz do mundo. Ser triste não é vergonhoso, o verdadeiro constrangimento é mascarar a alma para ferir o outro.
A vida, com suas inúmeras nuances, se tornava cada vez mais clara. O tempo, como um mestre sábio, revelava a verdade, mostrando que tudo o que enviamos ao universo volta para nós em forma de metáforas, ensinando-nos a crescer e a fortalecer nossa alma.
Resiliente, como uma flor que renasce das cinzas, eu me levantava, mais forte e mais consciente. Um coração partido não precisa ser entregue a outro, pois isso seria usar alguém como um refúgio para os próprios sentimentos. A vida é muito curta para dores tão longas, e o belo da tristeza reside em seu fim, em poder superá-la e florescer novamente.
Por onde flor, floresça.
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